IA e IPOs fazem lucro dos maiores bancos dos EUA disparar até 78%
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- há 15 horas
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Lucro no segundo trimestre (2T26) surpreende com mercado de capitais aquecido, novas ofertas de ações e maior atividade de trading; Wall Street vive seu melhor momento em décadas

Os maiores bancos dos Estados Unidos abriram a temporada de balanços do segundo trimestre de 2026 (2T26) com resultados acima das expectativas do mercado.
Nesta semana, JPMorgan, Goldman Sachs, Citigroup, Bank of America e Wells Fargo reportaram lucro líquido combinado de US$ 49 bilhões de abril a junho, um avanço de 39% em relação ao mesmo período do ano passado. O desempenho foi impulsionado, principalmente, pela forte atividade no mercado de capitais ao longo nos últimos meses.
Trading e IA impulsionam os balanços
Segundo Marcelo Cabral, gestor de investimentos e sócio-fundador da Stratton Capital, o principal motor do crescimento dos bancos foi a forte expansão das receitas de trading das mesas de operações — área responsável pela compra e venda de ativos financeiros.
De acordo com o executivo, o desempenho foi impulsionado pelo ambiente favorável ao mercado de capitais, reforçado pela oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da SpaceX, que atraiu o apetite dos investidores para as empresas ligadas à inteligência artificial (IA).
"Só o IPO da SpaceX gerou cerca de US$ 500 milhões em receitas para Wall Street." Marcelo Cabral, da Stratton Capital
O movimento também favoreceu o segmento de Investment Banking (banco de investimentos), que também ganhou relevância com a retomada das grandes operações corporativas, como IPOs, fusões e aquisições (M&A), emissões de títulos e reestruturações financeiras.
As oportunidades, porém, não se restringem apenas aos grandes bancos. A GeoCapital, gestora especializada em investimentos internacionais, tem preferência por empresas como Mastercard e Visa por serem líderes globais no mercado de meios de pagamento.
“Essas companhias são a infraestrutura sobre a qual passam praticamente todas as transações eletrônicas de pagamento no mundo. Operam com margens muito elevadas, balanços sólidos, baixa alavancagem e vantagens competitivas extremamente duradouras”, explica Arthur Siqueira, CEO da gestora.
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