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Após o rali de 2025, ainda há espaço para ganhos na dívida emergente?

Após um desempenho expressivo em 2025, quando a dívida local de mercados emergentes registrou retornos próximos de 19%, parte do mercado passou a questionar se a oportunidade já teria terminado. Entretanto, a leitura predominante é de que os fundamentos ainda sustentam valor relativo para a classe.


A avaliação é de que os bancos centrais emergentes mantiveram disciplina monetária relevante, controlando a inflação e preservando taxas reais positivas, o que mantém o carrego atrativo em termos históricos.


Foto: Shutterstock
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Em paralelo, o quadro fiscal de vários desses países continua mais equilibrado do que o observado até mesmo em algumas economias desenvolvidas, com níveis de endividamento proporcionalmente menores. Esse diferencial ganha importância em um contexto de déficits elevados nos EUA, maior emissão de Treasuries e crescente busca por diversificação fora do dólar, fatores que tendem a favorecer moedas e títulos locais emergentes.


O posicionamento técnico ainda não parece saturado. A participação de investidores estrangeiros permanece abaixo dos níveis pré-pandemia em vários mercados, sugerindo que parte relevante do fluxo global ainda não retornou de forma estrutural. Assim, o movimento recente não teria sido impulsionado por excesso de alocação, o que abre espaço para entradas adicionais.


Naturalmente, permanecem riscos no radar, incluindo eventos políticos, eleições domésticas e decisões de política externa dos EUA, que podem gerar volatilidade no curto prazo. Ainda assim, a dívida local emergente tende a evoluir de uma alocação tática para um componente mais estrutural de portfólio.


Assim, a classe pode contribuir para melhorar o retorno real esperado, ampliar a diversificação cambial e reduzir a concentração em ativos dolarizados, especialmente em um ambiente de prêmios mais comprimidos nos mercados desenvolvidos.


Essa publicação não é uma recomendação de investimento.

 
 
 

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