Fogo cruzado: a resiliência do alumínio na Europa
- Robert Awerianow

- 29 de ago. de 2025
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A tarifa de 50% imposta por Donald Trump sobre produtos de alumínio da União Europeia (entretanto, mantendo a isenção para as exportações de sucata) desestabilizou uma indústria europeia de €40 bilhões. Compradores norte-americanos, impulsionados por preços domésticos mais altos, estão pagando prêmios pela sucata europeia, fazendo as importações quase triplicarem este ano.
Recicladoras locais estão sem matéria-prima, levando ao fechamento de fábricas e ameaçando empregos.
Os principais riscos são: o alumínio é essencial para veículos elétricos, turbinas eólicas e para toda a transição para tecnologias limpas. A escassez de insumos reciclados pode elevar custos, comprometer a autonomia industrial da Europa e atrasar metas de descarbonização.

Implicações para investimentos:
Europa: Maior apoio político à reciclagem e à fundição pode gerar oportunidades em empresas listadas de reciclagem, de energia renováveis e industriais.
EUA: O aumento de preços impulsionado por tarifas eleva as margens dos produtores, criando ganhos de curto prazo em ações e ETFs expostos a metais.
Brasil: Como fornecedor-chave de alumínio primário, o Brasil pode se beneficiar da restrição de oferta europeia, com maior demanda externa fortalecendo sua indústria doméstica.
Isso é mais do que uma disputa comercial: é um exemplo vivo de como choques de políticas tarifárias podem remodelar fluxos globais e gerar oportunidades para investidores.
Por Robert Awerianow
Investment Analyst



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