O que os resultados da maior empresa do mundo nos dizem sobre o futuro?
- Marcelo Cabral

- 4 de set. de 2025
- 2 min de leitura
Com valor de mercado de mais de $4 trilhões de dólares, o dobro do PIB brasileiro, a NVDA é hoje a maior empresa do mundo. Os resultados do segundo trimestre divulgados na semana passada mostram que a empresa permanece em trajetória de forte exponencial, quebrando sucessivos recordes de lucros e vendas e confirmando a posição de liderança absoluta em chips de alta performance para inteligência artificial.
Impulsionada pelas vendas do Blackwell, a nova geração de GPUs, a receita no trimestre cresceu 56% com relação ao ano passado e o lucro cresceu 59%. O mais impressionante é os resultados terem sido tão fortes mesmo com as restrições às exportações para a China impostas pela administração Trump.
O desempenho financeiro continua excepcional e a solidez do balanço é inquestionável: margem bruta de 72%, retorno sobre capital de 112%, geração operacional de caixa de US$3,5 bilhões no trimestre, US$10 bilhões de dívida de longo prazo, US$57 bilhões em caixa.

Na teleconferência de resultados, a NVDA indicou que espera US$ 3 a 4 trilhões em investimentos globais em infraestrutura para sistemas de inteligência artificial nos próximos 4 a 5 anos, o que pode provocar um crescimento vertiginoso na demanda de datacenters e impulsionar ainda mais os resultados da empresa e o preço das ações.
Quando a Stratton lançou a Carteira de Inteligência Artificial em junho de 2023, NVDA representava 24% da carteira, de longe nossa maior posição. Desde a criação da Carteira, a ação se valorizou 385% em dólar e permanece uma das principais posições.
Na nossa leitura, a conclusão é clara: a corrida pela liderança em inteligência artificial está apenas começando e a demanda dos hyperscalers (gigantes de tecnologia como Google, Meta, Microsoft, Amazon, e Apple) deve se intensificar. Juntamente com Palantir, ASML, Vertigo e outros líderes globais, a NVIDIA desponta como uma das principais beneficiárias do que pode ser um dos maiores ciclos de investimento da história.



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