top of page

Guerra Tarifária: o pior já passou? O que esperar do mercado global?

As tensões comerciais entre os EUA e seus principais parceiros arrefeceram. Recentemente, Washington fechou acordos com a União Europeia e com o Japão, limitando tarifas a 15% — metade do que havia inicialmente sido estabelecido. Com a China, as negociações foram prorrogadas, mas o risco de escalar um ciclo crescente de retaliações foi evitado, por enquanto. Ainda assim, a tarifa efetiva americana deve se manter na casa dos 15% pelos próximos meses, após a onda de sobretaxas aplicadas a países como Suíça, Índia e Brasil. O impacto estimado é de uma redução de 1 ponto percentual no crescimento do PIB dos EUA e de 1 ponto a mais na inflação.


Foto: Shuttherstock
Foto: Shuttherstock

Na prática, porém, muitas vezes a expectativa é pior do que o efeito real. Exemplo disso foi a sugestão de taxar semicondutores importados em 100%, que acabou não se concretizando. Ao contrário, produtos da Apple provenientes da Índia foram isentos das tarifas. A empresa anunciou US$ 100 bilhões de investimentos em novas fábricas nos EUA, e suas ações subiram mais de 10% no início de agosto. Além disso, o governo aprovou o One Big Beautiful Bill Act (OBBBA), que permite depreciação integral imediata para equipamentos e dedução total de despesas de P&D doméstico — medida que pode aumentar em mais de 30% o fluxo de caixa livre de algumas grandes empresas de tecnologia/hyperscalers.


O recado é claro: apesar da volatilidade e dos riscos de novas tarifas setoriais (como em farmacêuticos e semicondutores), o pior da guerra tarifária parece ter passado. O cenário favorece manter e até talvez ampliar gradualmente a exposição em ações, aproveitando-se de quedas momentâneas de mercado. Sempre mantendo uma carteira diversificada e bem planejada, capaz de equilibrar riscos e capturar oportunidades em temas estruturais de longo prazo, como, por exemplo, inteligência artificial, setor industrial e energia nuclear.


 
 
 

Comentários


Group 12.png

Investments are not FDIC-insured, nor are they deposits of or guaranteed by a bank or any other entity, so they may lose value. Investors should carefully consider investment objectives, risks, charges and expenses. Investing in securities and other financial investments always involves risks that investors should understand and be willing to bear. No investment process, strategy, or risk management technique can guarantee returns or eliminate risk of loss. Stratton Capital encourages clients to discuss these risks with their advisor. Past performance is not a guarantee of future returns. The content of this web site was developed by Stratton Capital for information purposes only. It is not intended to serve as investment or fiduciary advice should not be considered advice, an endorsement or a recommendation. The information contained in this site should not be used as a primary basis for investment decisions.

© 2023 Stratton Capital Investment Adivisory LLC. All Rights reserved.

bottom of page