Inflação europeia abaixo da meta: o que muda para os seus bonds?
- Robert Awerianow

- há 2 dias
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O Eurostat confirmou nesta quarta-feira, dia 27, que a inflação anual da zona do euro recuou para 1,7% em janeiro, o nível mais baixo desde setembro de 2024. Um ano atrás, o índice marcava 2,5%. A queda é expressiva!
Mais relevante ainda, a inflação subjacente (que exclui energia, alimentos, álcool e tabaco) cedeu para 2,2%, o menor patamar desde outubro de 2021, antes da invasão russa à Ucrânia.
O BCE mantém sua taxa baixa em 2,0% e, por ora, sinaliza pausa. Mas os dados de hoje acendem um debate importante no mercado: por quanto tempo esse nível se sustenta?

Com a inflação abaixo da meta e o euro próximo de máximas de quatro anos frente ao dólar, cresce a probabilidade de novos cortes de juros ainda em 2026.
Para quem aloca em renda fixa global, esse cenário abre uma janela relevante, onde títulos europeus de média duration podem se valorizar a medida que os yields recuam com eventual afrouxamento do BCE.
A questão não é mais se o BCE vai cortar, mas quando.
Essa publicação não é uma recomendação de investimento.



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