O fio condutor da bolsa americana para o fim de 2025
- Vinicius Flores

- 28 de nov. de 2025
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Novembro tem sido um mês de consolidação na bolsa americana. Até o fechamento da semana passada, o S&P 500 acumulava queda de 3,4% e o Nasdaq recuava 6,2%, desempenhos piores do que os da bolsa europeia e japonesa que caíram 1.5% e 2.7%, respectivamente. Mesmo com os lucros das empresas do S&P 500 tendo crescido 13% no terceiro trimestre, os investidores aproveitaram para realizar parte dos ganhos acumulados, especialmente no setor de tecnologia, que liderou as perdas. O mercado agora busca novos catalisadores para retomar o caminho das máximas históricas.

O principal catalisador no curto prazo é a probabilidade do corte na reunião de dezembro do Federal Reserve. Após os dados neutros do mercado de trabalho referentes a setembro, com criação de 119 mil vagas (acima do esperado), mas taxa de desemprego subindo para 4,4%, a chance de corte de 0.25% em dezembro havia caído para menos de 50%. Esta semana, porém, os indicadores mudaram o cenário e reforçaram a percepção de desaceleração econômica: as vendas no varejo de setembro cresceram apenas 0,2% (contra 0,4% esperado) e a média móvel de quatro semanas do ADP apontou perda de 13,5 mil empregos. Com isso, o mercado voltou a precificar fortemente o corte de juros, elevando a probabilidade para 83%.
Nesse cenário, continuamos com a nossa leitura de que o mercado de trabalho americano continua se deteriorando e mais cortes são necessários para acelerar a economia. Entretanto, o caminho até o dia 10 de dezembro será turbulento, com diversos dados econômicos e discursos dos presidentes do FED que continuarão trazendo volatilidade para o mercado.
Essa publicação não é uma recomendação de investimento.



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