O conflito no Irã e a corrida contra o tempo de Trump
- Vinicius Flores

- há 7 horas
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Apesar de diversas narrativas sobre o impacto do conflito entre Irã e Estados Unidos (EUA) na economia global, sendo a principal conclusão o aumento na inflação por conta de um choque de oferta do petróleo, acreditamos que o maior risco desse conflito para os Estados Unidos seja político e não econômico. Desde o dia 28 de fevereiro, data do início do conflito entre EUA e Irã, a probabilidade de os democratas dominarem o Senado e a Câmara saltou de 41% para 50%, conforme dados da Polymarket, sendo grande parte desse aumento registrado na semana passada. Ou seja, o Governo Trump precisa acabar com o conflito o mais rápido possível e normalizar o fluxo de petroleiros pelo Estreito de Ormuz, ou esses serão os últimos meses em que Trump conseguirá executar sua agenda MAGA.
Enquanto isso, uma nova rota está sendo utilizada pelos petroleiros em Ormuz, demonstrando que o Irã começou a de fato exercer controle sobre o Estreito. Conforme a figura abaixo demonstra, a rota em vermelho, que não compreende o canal de navegação internacional normalmente utilizado, foi usada por ao menos cinco petroleiros entre os dias 15 e 16 de março, demonstrando que as forças armadas Iranianas estão fazendo os navios passaram por um “pedágio” antes de seguirem o seu caminho. Em contraste, em azul temos a rota de navegação internacional que deveria ser utilizada. Como consequência, o Estreito continua parado e interrompendo o fluxo de 20% do petróleo mundial. Nesse conflito, não é apenas o abastecimento global de energia que está em jogo, mas o futuro da política americana.
Fontes: Windward e Polymarket.






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